quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Dança - Teatro de Rudolph Laban a Pina Bausch

“O teatro tem a sua essência na linguagem verbal. A dança tem sua essência no corpo humano. Ele é o seu principal instrumento de expressão. A dança-teatro unifica esses dois elementos. O corpo é texto dos dançarinos-atores.”

Aconteceu nessa terça-feira dia 04 às 10:25, a penúltima oficina do Mais Cultura na Escola Celso Ramos.  A Oficina trouxe um pouco da teoria da Dança-Teatro de Rudolph Laban a Pina Bausch, entenda:

LABAN
O termo dança-teatro nos leva de volta aos anos 20 na Alemanha, quando Rudolph Laban era uma figura proeminente.  Laban dirigiu alguns rituais de dança coral no Monte Verita, Suiça, em 1917.  No começo dos anos 20, Laban distanciou-se da dança como uma expressão de sentimentos subjetivos. Ele  havia sistematizado seu pensamento sobre o movimento da dança em um livro entitulado Die Welt des Tänzers  (O Mundo do Dançarino), publicado em 1920.  Seu interesse agora era em como exemplificar essa nova arte da dança com a sua recentemente estabelecida companhia, a Tanzbühne Hamburg (Companhia de Dança de Hamburgo). A Dança era mostrada como forma de arte independente, baseada nas leis de harmoniosas formas espaciais. Laban tornou possível a análise dessas formas de dança de acordo com os ritmos específicos que o corpo em movimento descrevia no espaço.  Além disso, uma das fundamentais leis do movimento humano é o princípio da sequência: cada movimento irradia do centro da gravidade e tem que retornar a ele.  A Companhia de Dança de Hamburgo tornou-se para Laban um instrumento para provar suas teorias na prática.  As danças cresceram de esforços combinados do coreógrafo, do diretor de dança e do dançarino.  Os três principais trabalhos foram: Die Schwingende Kathedrale (A Catedral Oscilante), Die Geblendeten  (Tornado  Cego) e Gaukelei (Burla).

JOSS
Outra versão de dança-teatro foi apresentada por um dos alunos de Laban: Kurt Jooss. Ele viu a dança-teatro como uma ação grupal dramática. Jooss conheceu Laban em 1920, estudou com ele e se tornou um membro da Companhia de Dança de Hamburgo, sua primeira experiência cênica. Depois de um breve período de trabalho solo e experimentação junto com Sigurd Leeder, Jooss tornou-se diretor de dança no teatro de Münster, Alemanha, em 1925. Alí ele criou sua primeira coreografia.  Em 1927 Kurt Jooss tornou-se co-fundador e diretor de dança da Folkwang Schule, na cidade de Essen, Alemanha.  A escola seguia as idéias de Laban de combinar música, dança e educação da fala.  Jooss construiu um programa de treinamento baseado nas teorias espaciais e qualitativas de Laban, que conscientemente combinavam elementos do balé clássico com um alcance dinâmico e expressivo da nova dança. 

BAUSCH
Pina Bausch (nascida em 1940) é da primeira geração pós-guerra e se graduou na Folkwang-Hochschule em 1959. Depois de sua graduação, recebeu uma bolsa para estudar na Juilliard School of Music (Juilliard Escola de Música), em New York. Lá estudou com Antony Tudor e se familiarizou com técnicas da dança moderna americana de Martha Graham e Jose Limón. Foi precisamente a época em que começavam a surgir, naquela cidade, uma forte reação contra estas técnicas formais da dança moderna. A dança-teatro de Pina Bausch é altamente autobiográfica, sua força está na intensidade da experiência e em sua expressão. Sua limitação está em sua subjetividade.  Não oferece soluções, mas articula os problemas. Pina Bausch se intromete de maneira descompromissada na esfera particular e observa o que é aparentemente não importante, com olhos clínicos.  Ela trás para fora as motivações das pessoas. Seus dançarinos dirigem-se diretamente à platéia, e falam sobre si mesmos (uma prática comum durante os anos 60 no teatro alternativo off-Broadway). 


Depois da teoria, veio a prática. 
Começamos com um aquecimento corporal (pois para qualquer atividade de movimento, deve-se ter o corpo aquecido), uma caminha pelo espaço para o seu reconhecimento e então as dinâmicas para melhor compreensão do que seria a dança-teatro! 
A última dinâmica resultou em alguns passos de dança! Juntamos então os passos com uma música e criamos uma pequena coreografia baseada na teoria de Laban! 









Finalizando a oficina, perguntamos à todos se o resultado foi positivo, pois nenhum dos alunos tinham ouvido falar em dança-teatro antes da oficina, e cheios de ânimo porém envergonhados, responderam igualmente que sim! 

Se você tem curiosidades sobre o Projeto Mais Cultura, ou sobre a Cia Atos entre em contato através dos comentários.

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